Khing, o mestre entalhador, fez uma armação para sinos.
De madeira preciosa. Quando terminou,
Todos que aquilo viram ficaram surpresos.
Disseram
Que deveria ser obra dos espíritos.
O Príncipe de Lu disse ao mestre entalhador:
“Qual é o seu seu segredo?”
Khing respondeu: Sou apenas operário:
Não tenho segredos. Há só isso:
Quando comecei a pensar no trabalho que me ordenaste
Protegi meu espírito, não o desperdicei
Em ninharias, que não vinham ao caso.
Jejuei, a fim de pôr
Meu coração em repouso.
Depois de jejuar três dias,
Esqueci-me do lucro e do sucesso.
Depois de cinco dias
Esqueci-me do louvor e das críticas.
Depois de sete dias
Esqueci-me do meu corpo
Com rodos os seus membros.
Nesta época, rodo pensamento de Vossa Alteza
E da corte se evanescera.
Tudo aquilo que me distraía do trabalho
Desaparecera.
Eu me recolhera ao único pensamento
Da armação do sino.
Depois, fui à floresta
Ver as árvores em sua própria condição natural.
Quando a árvore certa apareceu a meus olhos,
A armação do sino também apareceu, nitidamente,
Sem qualquer dúvida.
Tudo o que tinha a fazer era esticar a mão
E começar.
Se eu não houvesse encontrado esta determinada árvore
Não haveria
Qualquer armação para o sino.
O que aconteceu?
Meu próprio pensamento unificado
Encontrou o potencial escondido na madeira;
Deste encontro ao vivo surgiu a obra
Que você atribui aos espíritos.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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