sábado, 30 de julho de 2011

Trecho da Carta aos Estudantes Internacionais da Bíblia (março de 1918)

A NOSSOS AMADOS IRMÃOS:
Saudações em nome do Salvador!

A Comissão trata abaixo de assuntos que se encontram muito perto do coração de todos os fiéis filhos de Deus, coisas cuja importância é vital e solene nesta mensagem para você. Pedimos paciência, queridos irmãos, enquanto vocês lêem esta declaração. O apóstolo Paulo nos deu aviso enfático sobre o nosso tempo, os dias finais da peregrinação terrena da Igreja: "A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. " Declarações semelhantes a essa podem ser encontradas em grande parte das profecias de nosso Senhor e nas mensagens dos outros Apóstolos e Profetas. Sábias e magistrais, na verdade, são essas expressões, essas vozes que, "desde o passado," falam ao povo de Deus nestes "últimos dias"! Portanto, nenhum dos observadores fiéis deve ser desanimado nem oprimido como aqueles que se vêem em meio a estas experiências de fogo, a nossa resistência de sucesso significa para eles a "coroa de glória que não desaparece."

Cumprindo à sua promessa o Senhor em tempo oportuno enviou à Igreja de Laodicéia "aquele Servo". A evidência nos convenceu de que a previsão do Salvador a respeito de um "servo fiel e prudente... Para fornecer sustento no seu tempo para a família" tem sido cumprida na pessoa e obra de nosso amado pastor, o irmão Russell. Apenas 16 meses atrás o grande homem de Deus saiu do nosso meio, acreditamos estar ele "sempre com o Senhor." Sua partida tornou-se a ocasião para o povo consagrado de Deus sentir um profundo sentimento de solidão e perda. E como continuaram a olhar para o Bom Pastor, para suas orientações, a verdade tem os abençoado através da releitura dos seis volumes de "Estudos das Escrituras" e das edições anteriores de "A Torre de Vigia". Agora é visto por esses estudantes íntegros que muitas das explicações e ensinamentos do nosso Pastor contêm uma profundidade de significado que parece não ter sido compreendida enquanto ele estava conosco, e realmente, é duvidoso que ele próprio estivesse consciente de toda a força e relevância de muitas das suas palavras.

Nós, estimados irmãos, não lembramos como ele sempre colocou os irmãos em lembrança, e como ele advertiu os santos "dia e noite"? E não temos dúvida de que era "com lágrimas," sim, e que à custa de perseguição implacável e perda de terreno, e mesmo à custa da própria vida. Como São Paulo, ele podia dizer, "Nenhuma dessas coisas me comove, nem tenho a minha vida por preciosa, para que eu possa terminar minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus com alegria, dando testemunho do elevado evangelho da graça de Deus. " Tempos depois, a época chamou atenção para os avisos incognoscíveis, sagrados e urgentes das Escrituras Sagradas, e exortou-nos à sobriedade e vigilância contra os dispositivos e sofismas do nosso adversário. Como se quase possuísse o dom dos antigos profetas, ele olhou pra frente apreciando as experiências dos membros últimos da Igreja, pareceu sentir um julgamento especial de fogo e uma forte ilusão de que algo varreria as fileiras do Povo Verdadeiro, também trabalhou mesmo antevendo a desolação duma vasta parte consagrada, foram enganados "muitos eleitos". Infelizmente, em tão pouco tempo após a partida do nosso querido Pastor, não deve ser realizado um cumprimento completo e em todo o mundo de suas previsões solenes! Sim, tão sutil e tão interna busca tem sido essa prova de fogo, aparentemente objetivando dispersar a maioria repentinamente! Talvez, desde os dias da apostasia, no início desta Idade Evangélica, tal teste severo fosse abater-se contra o povo de Deus.

Não é nosso propósito nestas linhas, amados, ir a uma revisão dos fatos e circunstâncias que levaram até este teste grande entre o povo do Senhor, nem vamos aqui considerar a fonte e a natureza de qualquer controvérsia, nem os atos e procedimentos dos irmãos envolvidos. Grande parte disso vocês encontram de forma justa e verídica em publicações anteriores, com as quais vários dos companheiros puderam contribuir. Gostaríamos de aqui afirmar que qualquer uma dessas publicações pode ainda ser tida e enviada, caso haja alguém interessado, para o endereço a nós fornecido.

Basta aqui dizer que o nosso querido Pastor, parecendo antecipar algumas grandes provas depois de sua partida, procurou fortalecer a instituição através da qual ele havia realizado o trabalho de colheita contra invasões do adversário. Como o administrador dos bens do Senhor, o irmão Russell percebeu que ele tinha o direito, não só para dirigir durante sua vida, mas também para controlar, através da Carta da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e também através de sua vontade após a morte. Além disso, os direitos autorais de vários livros, etc, eram sua propriedade pessoal, e antes de entregá-los à sociedade, ele exigiu uma promessa dos diretores no sentido de lhes permitir conduzir o trabalho da Sociedade de acordo com seu desejo durante a vida, e como delineado em seu ‘Testamento e Determinação’ destinado a ditar as políticas recomendáveis após sua morte. A Lei Divina e as obrigações humanas exigem que tal acordo seja cumprido totalmente. Lamentamos profundamente o curso da maioria em aprovação e apoio ao contrário do seu desejo póstumo, a outra política que não é a dele. Lealdade à verdade e à justiça proíbe que recusemos nos submeter a ele; porque sofreríamos sanções pela violação dos arranjos de Deus quanto à política da Sociedade. (Atos 5:29) Isso dizemos com o coração amoroso, pensando em quem se sente aflito por compartilhar do parecer da maioria, ainda repetimos, porque acreditamos que tal pronunciação seja a vontade do Senhor, priorizando os interesse do seu povo leal.

Os muitos irmãos proeminentes ou não, bem como as classes grandes e pequenas quase desapareceram, os irmãos recebem mensagens que informam, em um tom incerto, quantas das ovelhas queridas do Senhor estão em estado de perplexidade e confusão por causa das inovações do ano passado. Muitos nos escrevem para expressar a plenitude de sua tristeza e angústia, pedindo conselhos e ajuda. Quão profundamente é que vamos nos identificar com todos os envolvidos! Realmente, o mestre disse que Suas ovelhas "segui-Lo-iam, porque conhecem a sua voz, e a um estranho não seguem"!

Estamos informados de que muitos irmãos foram praticamente cortados do serviço, sendo convocados para a distribuição de nova literatura, a qual não podem inteiramente aprovar por causa de seu caráter insatisfatório e porque na maioria dos casos foi preparada e publicada contrariando as instruções do Senhor dadas no Testamento e nos demais escritos produzidos pelo irmão Russell, portanto, conscienciosamente rejeitam tal distribuição. Muitos de nós aprendemos que a gravidade da situação tem sido intensificada por ser muitas vezes colocado diante deles um livro chamado "O Mistério Consumado", que pretende ser um significativo olhar para a exposição veraz de Revelação e Ezequiel. Muitos estudantes genuínos da Bíblia nos dizem que têm, com cuidado e oração investigado e analisado este livro, e como não conseguem ouvir ali a voz do Bom Pastor falando com as suas ovelhas fiéis, eles se recusam a seguir a voz de um estranho. Esses irmãos sinceros chamam a nossa atenção para o fato de o Sétimo Volume ser uma construção falsamente atribuída, pois eles dizem o contrário, mas nós acreditamos que a palavra "póstumo" é totalmente fora de lugar quando aplicada àquele livro, pois o mesmo não contem sequer uma frase derivada dos escritos do Irmão Russell publicados antes de sua morte, ademais, tanto quanto se sabe, a mentira deve ter se incorporado ao pretenso Volume Sétimo, por isso não poderia ser obra do Irmão Russell, seja póstuma ou não.

Assim, se, por um lado, é o livro em questão supostamente sua obra póstuma, é, por outro lado, contraditório que o próprio autor se vanglorie, considerando a grande auto-exigência pessoal, a prepotência de louvar-se com exagero foi corrigida freqüentemente por ele. Além disso, os observadores fiéis apontam para nós que, recusamos esse preceito, ou a alegação de que é sua obra póstuma, milhares, infelizmente, aceitam um livro medíocre como seu, atribuindo-lhe uma autoridade que não possui, (...)

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